Angola
Os navegadores portugueses chegaram a Angola em 1483 e depressa iniciaram a colonização do território. Foram criados entrepostos comerciais na colónia, que mais tarde serviram, inclusivamente, para o comércio de escravos.

A pacificação do território pela potência colonizadora foi uma tarefa demorada e complexa. Até 1930, a resistência armada no interior do país continuou a lutar contra o regime colonial e, na década de 50, os movimentos nacionalistas tiveram o seu início. Nos anos 60 e 70, os movimentos de libertação lutaram contra a presença de Portugal e, como resultado do 25 de Abril de 1974, a independência foi alcançada a 11 de Novembro de 1975. Após a descolonização, o país precipitou-se numa guerra civil avassaladora (1975-1991). A rivalidade entre o Movimento Popular para a Libertação de Angola, o MPLA (o partido do governo nacional, formado pelos Mbundo), e a União Nacional para a Independência Total de Angola, a UNITA (o partido dos Ovimbundo), fez o país completar trinta anos de guerra ininterrupta. Usufruindo de apoio cubano e soviético, o MPLA ganhou, em 1975, as primeiras eleições oficiais depois da independência e passou a controlar a capital e as zonas de exploração petrolífera, enquanto a UNITA, contando com os apoios norte-americano e sul-africano, ficou com o controlo das zonas oriental e meridional do país. Em 1989, as tropas cubanas retiraram e, em 1991, MPLA e UNITA assinaram a paz sob o patrocínio de Portugal, dos EUA e da União Soviética. Eleições livres multipartidárias realizaram-se no ano seguinte, sob o olhar atento da comunidade internacional. Após a vitória do MPLA, dirigido por José Eduardo dos Santos, a UNITA recusou-se a aceitar o resultado das eleições, alegando fraude. A luta iniciou-se novamente com hostilidades, sobretudo na capital. O progressivo desanuviamento da situação (com nítida desconfiança, porém, entre as partes) veio permitir, a prazo, a pacificação do país. Depois de complexas e arrastadas negociações que envolviam, entre outros problemas, a definição do estatuto de Jonas Savimbi, líder da UNITA, deu-se, em Abril de 1997, a tomada de posse do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, integrando representantes dos dois maiores partidos.
A morte de Jonas Savimbi em 2002 e o consequente cessar-fogo com a UNITA têm levado à estabilidade no país, embora continuem a surgir focos de guerrilha em Cabinda.

09-12-2014